Campo de Concentração de Auschwitz: como visitar o memorial mais impactante da Polônia

Visitar o Campo de Concentração de Auschwitz é uma experiência intensa, necessária e profundamente marcante. Durante minha viagem pela Polônia, esse foi, sem dúvida, um dos momentos mais silenciosos e reflexivos do roteiro, pois estar ali muda completamente a forma como enxergamos a história. Localizado no sul da Polônia, o local é hoje um memorial e museu que preserva a memória de milhões de vítimas do regime nazista. Neste guia, explico onde fica Auschwitz, como chegar, como visitar, quais são os ingressos, regras e dicas essenciais para quem deseja conhecer um dos lugares mais importantes da história mundial.

A inscrição colocada pelos nazistas no portão de entrada como uma forma de propaganda e crueldade psicológica, pois sugeria uma falsa promessa de liberdade aos prisioneiros. Na realidade, Auschwitz foi um local de trabalho forçado, sofrimento extremo e extermínio em massa.

Um detalhe histórico, importante e que poucos percebem, é que a letra “B” da palavra Arbeit, na inscrição do portão de entrada, foi propositalmente invertida por um prisioneiro que era ferreiro. Atitude hoje interpretada como um pequeno ato de resistência simbólica contra o regime nazista.

Onde fica o Campo de Concentração de Auschwitz

O Campo de Concentração de Auschwitz está localizado na cidade de Oświęcim, no sul da Polônia, a aproximadamente 70 km de Cracóvia. A região foi anexada pela Alemanha e escolhida estrategicamente por sua malha ferroviária, o que facilitava o transporte de prisioneiros de toda a Europa.

Auschwitz é composta por três áreas principais: Auschwitz I, Auschwitz II – Birkenau e Auschwitz III – Monowitz. Contudo, as visitas turísticas concentram-se principalmente em Auschwitz I e Birkenau, que juntos formam o Memorial e Museu Auschwitz-Birkenau.

A história do Campo de Concentração de Auschwitz

O Campo de Concentração de Auschwitz foi criado em 1940 pelo regime nazista e se tornou o maior e mais letal campo de extermínio da Segunda Guerra Mundial. Inicialmente destinado a prisioneiros políticos poloneses, o complexo rapidamente se expandiu e passou a receber judeus, ciganos, prisioneiros de guerra soviéticos, homossexuais e outras minorias perseguidas pelo nazismo.

Estima-se que mais de 1,1 milhão de pessoas tenham sido assassinadas em Auschwitz, a maioria delas judeus. O local foi libertado pelo Exército Vermelho em 27 de janeiro de 1945, data que hoje marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

Como chegar ao Campo de Concentração de Auschwitz

A forma mais comum de chegar ao Campo de Concentração de Auschwitz é partindo de Cracóvia. Existem algumas opções de transporte, e a escolha depende do estilo de viagem e do tempo disponível.

Trem

É possível ir de trem de Cracóvia até Oświęcim. A viagem dura cerca de 1h30 a 2h, e, ao chegar à estação, basta caminhar aproximadamente 20 minutos até o museu ou pegar um ônibus local.

Ônibus

Os ônibus partem regularmente da estação de ônibus de Cracóvia e costumam ser mais rápidos que o trem, com duração média de 1h30. Eles deixam os visitantes próximos à entrada de Auschwitz I.

Excursão organizada

Existe também a opção de contratar uma excursão guiada saindo de Cracóvia. Essa alternativa inclui transporte de ida e volta, ingresso e guia credenciado, sendo ideal para quem busca praticidade e contexto histórico aprofundado. Escolhemos fazer a excursão com a visita guiada pois achamos mas confortável e prático.

Como visitar o Campo de Concentração de Auschwitz

A visita ao Campo de Concentração de Auschwitz exige planejamento prévio. Com acesso controlado para preservar o local e garantir uma experiência respeitosa aos visitantes.

É altamente recomendável reservar os ingressos com antecedência pelo site oficial do Memorial Auschwitz-Birkenau caso você vá por conta própria. A entrada é gratuita, mas a visita guiada é obrigatória e você para por ela na maior parte do dia, especialmente em períodos de maior movimento.

A visita completa, incluindo Auschwitz I e Birkenau, dura em média de 3 a 4 horas. Primeiro, conhece-se Auschwitz I, onde estão os prédios originais, exposições e objetos pessoais das vítimas. Em seguida, o transporte leva os visitantes até Birkenau, onde ficam os trilhos do trem, as ruínas das câmaras de gás e os barracões.

Campo de Concentração de Auschwitz

Ingressos e horários de funcionamento

O Memorial Auschwitz-Birkenau funciona durante todo o ano, com horários que variam conforme a estação. Confira os horários no site oficial.

Reservar com antecedência é fundamental, principalmente entre abril e outubro, quando a procura é maior.

Campo de Concentração de Auschwitz
Campo de Concentração de Auschwitz

Regras importantes para a visita

Por se tratar de um local de memória e respeito, existem regras rígidas durante a visita ao Campo de Concentração de Auschwitz. Evite comportamento inadequado, como risadas, selfies desrespeitosas ou poses impróprias.

Também há restrições quanto ao tamanho de mochilas e bolsas, e algumas áreas não permitem fotografias. O silêncio e a postura respeitosa são essenciais durante todo o percurso.

Dicas importantes para os turistas

Esteja preparado emocionalmente, pois o impacto é profundo. Use roupas confortáveis e adequadas ao clima, pois grande parte da visita é ao ar livre.

Além disso, reserve tempo suficiente para absorver a experiência sem pressa. Embora seja um passeio pesado, é uma visita fundamental para compreender a história, refletir sobre o passado e reforçar a importância da memória coletiva.

Campo de Concentração de Auschwitz

Por que visitar o Campo de Concentração de Auschwitz

Aproveite para desacelerar, refletir e compreender a dimensão real do que aconteceu. Não é um passeio fácil, contudo é uma visita essencial para quem deseja entender a história europeia, valorizar a memória coletiva e sair transformado dessa experiência.

Visitar o Campo de Concentração de Auschwitz vai além do turismo. É um ato de memória, respeito e aprendizado. Estar ali permite entender, de forma concreta, as consequências do ódio, da intolerância e da desumanização, além de reforçar a importância de preservar a história para que tragédias como essa nunca se repitam.

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